quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vergonha política

Com um pouco mais de uma semana para as eleições, ainda não foram propostos os temas para a campanha de cada um dos candidatos. O segundo turno das eleições é tempo de confronto direto de idéias, e não o discurso de feitos e não-feitos pelo seu adversário, ressaltando falhas e dispondo do tempo concedido, no horário político gratuito, para um ataque contra a vida pública do contrário.

Nos dois últimos dias que se passaram o Jornal Nacional (JN) realizou duas entrevistas separadas com cada um dos candidatos, a primeira a ser entrevistada foi Dilma Rousseff (18), escolhida por sorteio, em seguida José Serra (19).


Ao observarmos a entrevista vemos o quão pobre está a disputa eleitoral. Temas totalmente inescrupulosos onde não há presença de propostas de real valor para a sociedade. O debate se embasou em cima de escândalos e corrupção. Não que esses assuntos não sejam importantes para a sociedade, mas na reta final queremos saber o que será do nosso futuro, como se desenvolverá o Brasil, ou se pelo menos irá se desenvolver.  


As perguntas para Dilma giraram em torno do aborto e do sistema de nepotismo e tráfico de influência que ocorreu na Casa Civil com a então Ministra Chefe e ex-assessora sua, Erenice Guerra. Não se verificou propostas, planos de governo, estabilidade econômica, parcerias internacionais, etc. Somente passado, nunca futuro.

Com o tucano José Serra não foi muito diferente. Acusações contra Dilma, ataques morais a adversária pela mudança de opinião recente em relação ao aborto. Até falou que a posição religiosa da ministra é uma farsa, não passa de oportunismo, haja vista que nunca frequentou igreja e agora faz campanha em missas e cultos religiosos.


O único tema relevante pra tentar salvar a entrevista foi em relação as propostas de aumento do salário-mínimo, aposentadoria e 13º Bolsa-Família. De resto, empatou com sua adversária Dilma Rousseff.


Há a necessidade de mudança na postura política, o palco de um debate jamais poderá se tornar um ring de boxe para os adversário, aquele modelo de enfrentamento já está caindo em desuso e a população deseja um modelo de apresentação de propostas e idéias para que o debate contribua para sua escolha futura. No próximo dia 31 o Brasil escolherá o presidente que governará o país pelos próximos 4 anos, portanto, análise com cuidado o seu voto para que você contribua com o desenvolvimento do Brasil, e não mais um a votar somente por ser obrigado.


Equipe Farias&Lima

Um comentário:

  1. Sinceramente, eu estou com medo de ser irresponsável e votar no mamãe mandou, mas do jeito que as coisas estão...

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